Fraqueza nos controles internos, quem paga a conta?

Fraqueza nos controles internos, quem paga a conta?

Fraqueza nos controles internos, quem paga a conta?

Lembro-me bem dos primeiros contatos com extratos de movimentação bancária, comprovantes das maquinetas de cartão de crédito, (aquelas que tão somente tiravam o decalque do cartão), o talão de cheques que ocupava 60% do espaço na carteira, um mundo de informações completamente desconectadas, mas que de alguma maneira deveriam ser controladas para evitar cobranças em duplicidade e até mesmo o descontrole financeiro do usuário.

Pois bem; lembranças à parte, a atualidade é tecnologia pura, tudo a um simples toque no “smartphone”. Quantidade de operações e transações aos milhões por hora, talvez bilhões! O mundo não é mais o mesmo da maquineta manual de cartão de crédito, porém com o avanço das tecnologias e internet das coisas, para o bem e conforto de todos, aumenta-se o risco do descontrole, seja por falta de conhecimento devido à complexidade cada vez maior nas transações, seja por falta de tempo, seja por falta de investimento.

Os problemas de controles internos estão em todas as áreas das empresas modernas, e todas as empresas necessitam de controles internos como meio de proteção aos seus ativos financeiros ou físicos, mas um dos grandes desafios para a implementação de sistemas de controles internos eficientes é a resistência encontrada. Muitos afirmam que são processos burocráticos e que atrapalham os negócios, mas escândalos de perdas milionárias são manchetes recorrentes.

Os controles, devidamente estruturados, de imediato revelam anomalias, apontam aos administradores e demais interessados, ainda que de forma indiciária, a existência de fraudes, desperdícios, ou perdas.

Em mais de duas décadas atuando como auditor e consultor nos mais diferentes ramos de negócio, estruturas organizacionais e níveis de governança corporativa, foram raras as vezes que não me deparei com um dos principais controles existentes desatualizado, esquecido, ou até mesmo inexistente: as conciliações contábeis.

A falta de conciliação tempestiva é de fato um grande erro cometido pela administração, que muitas vezes deixa de lado esse controle e não visualiza a abertura da porta para confusão, esconderijo para problemas do andamento dos negócios e até mesmo a prática de fraudes.

Criar um sistema de controles internos visa a mitigar os riscos em que as organizações, no transcorrer de suas atividades, ficam expostas, gerando assim uma proteção extensiva ao investimento do acionista. Do mesmo modo que a tecnologia aumentou a exposição ao risco, dados os volumes e transações atrelados à sua complexidade, ela também permite que um trabalho, muitas vezes no passado realizado de forma manual, a conciliação, hoje seja inteligente e automatizado.

Marcus Sperandio.

2019-01-24T15:22:52+00:00 Insider|